O custo invisível de um DNS mal estruturado para provedores de internet 

Quando se fala em qualidade de rede, muita gente pensa primeiro em link, velocidade e equipamentos. Mas existe uma parte da operação que, muitas vezes, só recebe atenção quando o problema já começou: o DNS.

E é justamente aí que mora um custo invisível para o provedor. 

Um DNS mal estruturado nem sempre derruba a rede por completo. Na maioria das vezes ele começa a gerar pequenos  problemas no dia a dia: sites que demoram para abrir, aplicativos que falham, navegação instável e clientes insatisfeitos.

Pode parecer algo pontual, mas o impacto disso é maior do que parece. A PwC aponta que 52% dos consumidores deixaram de comprar ou usar uma marca depois de uma experiência ruim, e 59% dizem que abandonariam uma marca após várias experiências negativas.

O cliente não reclama do DNS. Ele reclama da internet

O cliente final não vai ligar dizendo que o DNS está com falha na resolução.

Ele vai dizer que:

  • a internet está ruim
  • alguns sites não abrem
  • o aplicativo não conecta
  • está tudo lento “do nada”

Mesmo que o link esteja funcionando e os equipamentos estejam ok, a experiência dele já foi prejudicada.

E, no fim, isso pesa na imagem do provedor. No setor de telecom, a Deloitte destaca que clientes esperam confiabilidade, especialmente durante interrupções ou falhas no serviço.

O suporte sente primeiro

Um dos primeiros sinais de que algo não vai bem costuma aparecer no suporte.

Começam a surgir chamados difíceis de explicar: o cliente reclama, a equipe testa, aparentemente está tudo normal, mas o problema continua acontecendo.

Esse tipo de situação gera desgaste interno, retrabalho e mais pressão sobre a operação.

O problema é que pequenas falhas também custam caro. A Splunk estima que empresas do Global 2000 perdem cerca de US$ 400 bilhões por ano com downtime e degradação de serviços digitais.

Pequenas falhas também desgastam

Nem sempre o maior problema é uma grande queda.

Muitas vezes, o que mais desgasta é aquela falha pequena e repetida: o site que abre só depois de insistir, o app que demora para responder, a sensação de que a internet “não está redonda”.

Esses detalhes parecem pequenos, mas para o cliente eles pesam.

Com o tempo, isso afeta a confiança e pode contribuir para cancelamentos silenciosos. O cliente nem sempre sabe explicar o que está errado, mas percebe que a experiência não é boa.

Crescer sem cuidar da base aumenta o risco

Quanto maior a base de clientes, maior também o número de acessos e consultas DNS acontecendo o tempo todo.

Se essa estrutura não acompanha o crescimento do provedor, o que antes parecia suficiente pode virar gargalo.

Além disso, o DNS também está no radar das ameaças. A Cloudflare informou que ataques DDoS baseados em DNS cresceram 80% ano contra ano no primeiro trimestre de 2024, e que mitigou 6,9 milhões de ataques DDoS só no quarto trimestre de 2024, alta de 83% na comparação anual.

Ou seja: além de impactar a navegação, a camada DNS também precisa ser tratada com atenção do ponto de vista de proteção e estabilidade.

Onde entra uma solução profissional

Quando o DNS é tratado com a atenção que ele merece, o provedor ganha mais estabilidade, mais previsibilidade e mais controle sobre a base da navegação.

É por isso que soluções pensadas para a realidade de ISP fazem diferença.

O TechnoDNS, por exemplo, foi desenvolvido justamente para atender as necessidades dos provedores de internet, ajudando a fortalecer essa camada essencial da rede e reduzindo problemas que muitas vezes começam de forma silenciosa.

Mais do que resolver nomes, a ideia é sustentar melhor a experiência do cliente.

No fim, o problema não é invisível. Só a causa dele

Um DNS mal estruturado custa caro mesmo quando ninguém fala diretamente sobre ele.

Custa em suporte.
Custa em desgaste da marca.
Custa em perda de confiança.

E pode custar em clientes que vão embora sem que o provedor perceba a origem real do problema.

Por isso, olhar para o DNS com mais estratégia é olhar para a saúde da operação como um todo.
Porque, no fim das contas, uma navegação estável começa na base.

Escrito por: Joana Costa

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